Tod@s pela Inclusão, Diversidade e Equidade

Boas Práticas
Entrevista Brasil Diverso
Artigo publicado originalmente Por Profa. Dra. Antonia Quintão

130 anos da Lei Áurea: O bom exemplo da Bayer do Brasil.

Com um texto muito curto: “Art. 1º – É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2º – Revogam-se as disposições em contrário”, a lei Áurea assinalou o fim do regime escravista sem assegurar as condições mínimas de sobrevivência para a população negra.

Quase quatrocentos anos de escravidão e não se pensou em oferecer um pequeno pedaço de terra para que pudessem garantir o sustento de sua família. Não havia mais trabalho nas fazendas. Não havia mais trabalho nas cidades. A mão-de-obra agora era preferencialmente europeia.

As consequências desta indiferença e injustiça estão por toda parte. Não precisamos de dados estatísticos para constatar a exclusão da população negra na sociedade brasileira. Basta olhar a nossa volta.

Cento e trinta anos após a Lei Áurea, as dificuldades para conquistar um espaço no mercado de trabalho continuam. Ainda hoje encontramos mais obstáculos para desempenhar uma função compatível com a nossa formação e para fazer a gestão da nossa vida profissional, alcançando reconhecimento e igualdade de oportunidades.

Neste contexto, o compromisso com a inclusão e diversidade que podemos observar em empresas como a Bayer do Brasil é de extrema importância.

O Sr. Theo van der Loo apresentou uma excelente palestra na XVII Semana do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, na qual demonstrou a seriedade, o compromisso e principalmente as iniciativas implementadas pela Bayer do Brasil para a promoção da diversidade.

Trata-se de um tema de grande importância por duas razões principais. Primeiramente, porque no discurso é fácil ser a favor da diversidade, porém, não fazer nada para que ela se concretize significa fazer tudo pela manutenção das desigualdades que há cento e trinta anos atentam contra a dignidade de milhões de brasileiros afrodescendentes.

E segundo porque o racismo é um problema que causa um enorme prejuízo para toda a sociedade. Todos perdem. Perdemos talentos, conhecimentos, inovações, criatividade, experiências e competências.

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